Ñ sei se fiz certo ou errado
mas sinto muito...
Espero q minha mãe nunca descubra isso, pq seria mais uma decepição ñ só pra ela mas pra todos da família....
mas consei de ser chamada de gorda, e todos apelidos feios q colocam...
mau saia na rua eles começavam a me zuar, ñ só amigos mas gente da minha própria famila...ninguém merece isso.
Uma vez meu amigo me falou q eu estava gorda... mas eu ñ notava ou ñ me conformava...
e me disse "temos q aceitar pra poder mudar", isso pra mim foi como toque de realidade e percebece q eu tava cendo infantil em ñ aceitar q estava gorda...
já faz quatro anos q tenho mia...
no começo foi muito difícil, ñ conseguia miar muito e tinha muitas compulsões...
teve uma vez q eu tomei shampoo pra poder miar... foi muito ruim
nessa epoca tive muitos problemas no estomago,sentia muitas dores azia
chorei muitas noites , pq eu ñ consegui parar de comer...comia compulsivamente sem ter fome,só pra satisfazer um desejo q nem sei explicar direito...
13/07/08
●๋• §BiA
Depois de um tempo miar ficou sendo uma obcessão...miava todos os dias
as vezes eu comia, pq sabia q ia miar depois... as vezes nem precisava fazer força pra sair saia se eu querer...
já usei garrafinha pra poder saber a quantidade de comida q tinha vomitado... nunca imaginava q meu estomago cabece tanta comida...
teve uma vez q eu tinha cabado de almoçar, tomei agua e fui pro meu quarto... foi a conta de chegar no quarto e vomitar nem deu tempo pra ir no banheiro, só sei q meu quarto fico todo sujo de vomito... fiquei desesperada(imagine se chegasse alguem nossa eu tava perdida).tive q limpar td correndo...
as vezes ficava uma semana direto sem comer nd........../
depois da separaçao dos meus pais e a mudaça de casa tive compulsões terriveis engordei horores td de novo
e parei de miar, so comia mas nd...em 6 meses virei uma bola, mas do q já era... depois fui morrar com meu pai ai voltei com a mia de novo e voltei com td...
Hj venho sentindo os efeitos da ana e da mia... já desmaiei, as vezes me sinto tão fraca q chego a me desequilibrar,o meu cabelo tá caindo, minha garganta ñ para de doer
mas isto ñ vai me impedir de continuar a seguir e conquistar minha meta, e espero parar quando conquistar ela
sou forte e determinda e vou conseguir
Tenho 17 anos e a um ano comecei com a ana tbm ....
espero chegar em minha meta o mais rapido possível
estou precisando d forças,
Por Mia&Ana forever
Café: Almoço: Janta:
café, chá ou água
1/2 de grapefruit (aquela fruta parecida com uma laranja grande, de cor rosada/avermelhada)
1 torrada com pasta de amendoim café, chá ou água
1/2 xícara de atum em lata
1 torrada café, chá ou água
1 maçã
1 xícara de sorvete de baunilha
1 xícara de cenoura (ralada)
100 gramas de carne magra
1 xícara de vagem
Segundo dia
Café: Almoço: Janta:
café, chá ou água
1 ovo (frito ou cozido)
1 torrada
1 banana café, chá ou água
1 xícara de ricota ou atum em lata
5 bolachas água e sal pequenas tipo club social café, chá ou água
2 salsichas
1/2 xícara de cenoura
1 banana
1 xícara de brócolis ou repolho
1/2 xícara de sorvete de baunilha
Terceiro dia
Café: Almoço: Janta:
café, chá ou água
5 bolachas água e sal pequenas tipo club social
30 gramas de queijo tipo cheddar
1 maçã café, chá ou água
1 ovo cozido
1 torrada café, chá ou água
1/2 xícara de sorvete de baunilha
1 xícara de atum em lata
1 xícara de cenoura
1 xícara de melão
1 xícara de couve-flor
Questão de Peso: BULIMIA
O que são diuréticos?
Diurético é qualquer medicamento que eleva fortemente a taxa de excreção pela urina (diurese). Há várias categorias de diuréticos, sendo que todos elas elevam a eliminação de água do corpo, embora de formas diferentes.
Há dois tipos de diuréticos, os que atuam directamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indirectamente a reabsorção da água e sal.
Usos do diurético
Na medicina os diuréticos são usados para tratar insuficiência cardíaca, cirrose do fígado, hipertensão e algumas doenças dos rins. Alguns diuréticos, como acetazolamida, ajudam a tornar a urina mais alcalina e auxiliam a elevação da excreção de substâncias como aspirina em casos de overdose ou envenenamento. A ação anti-hipertensão de alguns diuréticos, principalmente os de alça e tiazídicos, são independentes dos seus efeitos diuréticos. Diuréticos são muitas vezes usados sem orientação médica por pessoas com desordens alimentares, especialmente aqueles com bulimia, na tentativa de perder peso.
Efeitos adversos dos diuréticos
Os principais efeitos adversos dos diuréticos são hipovolemia (diminuição do volume de sangue), hipocalemia (nível de potássio sérico menor que 3,5 mmol/L), hiponatreima (baixa concentração de sódio no sangue), alcalose metabólica, acidose metabólica e hiperuricemia (altos níveis de ácido úrico no sangue). Cada um desses efeitos são riscos de certos tipos de diuréticos e presentes com sintomas diferentes.
Rotina espartana na filmagen de "300"
"A equipe era muito simpática, eu estava no meio de um monte de homens pelados e, ao contrário deles, não tive que fazer musculação", diz ela. "Tudo o que eu fiz foi comer", acrescenta, aliviada por não ter tido de seguir a dieta de queijo branco e uvas a que muitos atores foram submetidos. Além disso, a atriz ressalta que, como aparece relativamente pouco no filme, não precisou passar quatro meses no Canadá, onde "300" foi rodado praticamente na íntegra, em estúdio. O que lhe tomava tempo era cruzar todos os panos da toga na hora de se vestir. "Era um teste de geometria", lembra.
Pescoço duro
Rodrigo Santoro, no papel de Xerxes, o imperador da Pérsia, também não ficou muito tempo por lá, mas foi obrigado a se sacrificar um pouco mais. Além de ter entrado no programa de exercícios intensos -- "mas não para ficar musculoso, apenas longilíneo" --, ele passava por cinco horas diárias de maquiagem. Rodrigo diz que conseguiu dar um fim produtivo para esses períodos de quase imobilidade. Ouvia música com fones de ouvido, entrava num "processo meditativo" e tentava encontrar a humanidade de um personagem que é apresentado como sobre-humano: mede três metros de altura, voz de trovão alterada eletronicamente, não tem pêlos nem cabelos e usa os escravos como escada.
Embora pouco vestido, Rodrigo teve de cobrir-se de metal pesado. "Aquelas argolas no pescoço eram grossas e estreitas e os piercings ficavam colados no rosto", diz ele. "Eu não podia fazer movimentos bruscos para que eles não voassem e porque meu pescoço estava duro. Tive de desenvolver uma linguagem corporal sutil e fluida para o Xerxes." Completando a situação adversa, ele usava uma capa "pesada e comprida". "Vinham uns caras atrás de mim", Rodrigo informa.
Universo virtual
O que o espectador vê ou não vê no filme (como os caras atrás do ator) praticamente nada tem a ver com o que se passou no set. Xerxes aparece quase sempre cercado de muita gente, mas Rodrigo só contracenou com dois atores, Gerard Butler, que faz o rei Leônidas de Esparta, e Andrew Tiernan, o desfigurado corcunda Elfiates. Rodrigo se apressa em dizer que este sofreu bem mais do que ele. Sua maquiagem era praticamente uma roupa de látex. "Ele ficava derretendo lá dentro e só podia se alimentar de líquidos, com canudinho."
Rodrigo não lamenta a escassa convivência com o elenco de "300". Pelo contrário. Segundo ele, quando se candidatou ao papel, sua intenção era justamente conhecer como se faz um filme de fantasia, "o universo virtual do chroma-key", aquele fundo azul que depois é povoado de figurantes e cenários. "O grande barato é que a gente está lá sozinho" diz Rodrigo. "É imaginação pura."
Era nessa atmosfera desértica que o Exército de Leônidas, e o próprio Leônidas, sofriam todo dia. A preparação física concentrada começou dois meses antes da filmagem e prosseguiu diariamente, com levantamento e arremesso de peso, dietas e torneios que previam prêmios e penalidades. Gerard Butler, que começou a malhar quatro meses antes de entrar em estúdio, admite que essa foi a pior parte do trabalho. "Mas isso eu já sabia. Desafiador mesmo foi dar vida a um personagem que é um brutamontes filho da puta", diz Butler, que cultiva a franqueza tradicionalmente associada aos nativos da Escócia, como ele.
Surpreendentemente, a fórmula que ele encontrou para construir Leônidas foi "manter a escuridão a seu redor o tempo todo". Se ele parece expressar emoções diferentes a cada cena, afirma, é por pura responsabilidade do espectador e do enredo. "Eu, como ator, faço Leônidas olhar para sua mulher como olha para um de seus soldados", diz Butler. Sobre a graphic novel de Frank Miller em que o filme se baseia com firme intenção de fidelidade, Butler declara: "Já ouvi falar." Para ele, "o filme não é sobre uma história em quadrinhos; é sobre acontecimentos de 2.500 anos atrás". Na entrevista seguinte, o diretor Zack Snyder, que não tinha ouvido o que Butler havia dito, foi categórico: "O filme não é sobre eventos históricos; é sobre uma história em quadrinhos."
Por Márcio Ferrari
http://cinema.uol.com.br/ultnot/2007/03/28/ult4332u77.jhtm
.
Colaboradoras pro Blog
A Jéh e a Isa já colcaboram no blog. Se você tiver uma vida cibernética ativa e precisando de um espaço pra publicar suas idéiar, seja bem-vinda(o)!
O blog tem tido mais de 1.200 pessoas por mês.
Bjss, Brubis xD
Contexto e reflexão sobre roteiro Bulimia
Destacamos como ponto central do distúrbio psicológico em questão a pouca ou quase nula capacidade do autoconhecimento.
Nossa cultura e sociedade dispõem de 20 anos aplicados no processo de educação, no qual se aprende de tudo menos sobre coisas reais e que nos interessam para a real sobrevivência e realização.
Aprender sobre nós. Enão se pode mais negar a importância deste conhecimento e seus desdobramentos ao longo de nossas vidas.
Fato que nos deixa alienados de nossos próprios processos e sem recursos para enfrentar situações de profundo desequilíbrio total como é o caso das doenças e distúrbios em geral, no caso a Bulimia.
A Mãe
“Sempre evitando a dor” emocional e física.
Observa-se a figura materna desprovida de vínculos afetivos reais. Envolta no próprio casulo, feito de medos, abandonos e culpa não pode oferecer às filhas mais do que ela própria de dá.
Críticas, maus tratos, e cobranças constantes são a tônica de suas atitudes e práticas cotidianas. Tudo o que pode oferecer, e certamente o faz dando seu melhor, é aquilo que viveu, experimentou e conhece. Assim de geração em geração perpetua-se o sentido negativo de nossas percepções equivocadas.
Para curar o que pensamos estar doente provocamos ainda mais dor.
Como resultado da pressão, que é sentida de formas diferentes por membros de um mesmo grupo, verificou reações distintas como manifestação e intensidade.
Sandra foge e reproduz a vida materna.
Bruna seguramente a mais sensível e menos preparada cria uma realidade paralela para viver. Um mundo onde “tudo pode”, pois tudo é nada. Inclusive ela.
Regina se enfronha em pesquisas sobre o assunto. É a única que busca no conhecimento os recursos para uma forma nova de encarar os desafios e as situações. Usa de todos os seus recursos afetivos e intelectuais para apoiar a si mesma e a família. Embora não saiba muito sobre o si mesma e conseqüentemente sobre sua família e parceiras mulheres é o elo de libertação.
* Regina pode ampliar seus conhecimentos, enveredar para o autoconhecimento e funcionar como “grilo falante” nas novas descobertas; medicina chinesa, espiritualidade, harmonia através da dança, yoga etc.
Um outro aspecto de teor cultural será também importante reconhecer.
Estamos em uma sociedade de transição da cultura paternalista para uma nova cultura, que sabe-se ansiar pela fraternidade, diversidade e sustentabilidade em todos os seus aspectos.
O paternalismo precisa colocar a mulher como “produto de 2ª categoria”. Ou seja, para exercer a supremacia do gênero masculino o feminino “tem que” comprovadamente ser inferior. Assim de desenrolou toda nossa história e ainda hoje sobrevive em todo planeta. Sem auto-estima, vista como bibelô; em nossos dias este requisito eleva-se a potência jamais vista, (a aparência é tudo), e cobrada não somente pela mãe, mas também por toda esta sociedade hedonista e egoíca.
Assim, muitas vezes são criaturas que experienciam quando crianças traumas e abusos que deixam marcas indeléveis e que se perpetuam devido aos poucos cuidados familiares e interesse das instituições.
Apego á negação, processo do inconsciente que sabota nossos desejos conscientes.
O recurso básico é reconhecer que o desequilíbrio pode ser organizado desde que exista o desejo real de enfrentar e transformar a si e aquilo que esta “doendo”. Deixar o passado, passado.
Este é outro ponto desafiador, pois se sabe que encarar o próprio mal requer Coragem. Coisa que nós não somos estimuladas e nem orientada para fazer; as coisas que nos fazem realmente felizes. Ser nós mesmas.
Portanto a falta de acolhimento e referências tanto em casa como fora, deixa pessoas que precisam de mais atenção e cuidado a mercê das “ondas” criadas pelos seus pares e sociedade ex; estimular e exigir padrões de beleza a qualquer custo. Em geral sempre indo na direção da destruição como é todo o caráter valorizado e reconhecido pela lei do mais forte; belo, inteligente, esperto etc.
Continuação.............
É possível recuperar o equilíbrio?O que é necessário para curar o desequilíbrio?
Alguns aspectos comuns aos bulímicos independem das nuances e eventos únicos nas experiências que geram a bulimia. Descritos nas seguintes causas:
1. Ausência de “atenção e cuidados”, da família e entorno
2. Ter sofrido abusos de qualquer ordem; físicos, emocionais, dominação intelectual e espiritual.
3. Relacionamentos cotidianos focados nos aspectos crítico, inflexíveis e autoritários da cultura e sociedade, que levam a uma exigência de busca obsessiva pela perfeição.
4. Intolerância consigo mesma. Auto exigência
5. Realidade opressiva e caótica. Identificação com o drama e as dificuldades
6. Fortes oscilações emocionais. Montanha russa
7. Medo da intimidade e da cumplicidade
A descrição acima se faz no sentido de pedir uma reflexão abrangente de todos nós. No campo pessoal e na sociedade como um todo, em seus valores que constituem as diretrizes que orientam a educação e as nossas escolhas e atitudes cotidianas.
Reflexão; Perguntas que não querem calar;
_ Será que existe aspectos da questão que todos podemos sentir responsáveis?
_ Será que podemos transformar alguns dos valores e critérios vigentes, que não trazem os resultados positivos que se creditou, no sentido de criar uma convivência saudável e harmoniosa?
A escolha adotada para as observações e informações deste texto segue a visão integradora e sistêmica sobre todas as coisas.
Portanto todo desequilíbrio, no lugar de “doença”, envolve a totalidade do ser e do meio para que uma nova ordem com base no equilíbrio se restabeleça, e traga a saúde.
A seguir uma atenção especial quanto ao que consideramos ser SAÚDE integral, holística, natural.
Seguindo nos primórdios da história científica através dos escritos hipocráticos; Hipócrates o formulador do ideal da profissão médica em vigor, encontra-se a afirmação de Capra sobre Holismo e Saúde;
“... a saúde requer um estado de equilíbrio entre influências ambientais, modos de vida e os vários componentes da natureza humana. Tais componentes são descritos em termos de “humores” e “paixões”, que têm de estar em equilíbrio. A doutrina hipocrática dos humores é, portanto a do equilíbrio químico e hormonal, referindo-se a importância das paixões à interdependência da mente e do corpo...”
Decorrente desta visão, com base em experiência e vivência afirma-se que a cura deste desequilíbrio e de outros, decorre da transformação e alinhamento das coisas, situações, escolhas, atitudes que causaram o quadro em questão.
Todas as coisas vivas têm força curativa inerente, e Hipócrates define como “Poder curativo da Natureza”. Onde o médico atua no sentido de ajudar, apoiar essas forças naturais mediante a criação de condições mais favoráveis no processo de cura.
A importância de observar e cuidar da saúde abrange, portanto o relacionamento entre: Corpo mente espírito e meio ambiente. Tudo faz parte e, portanto merece nossa atenção e cuidado, na abordagem aqui proposta.
Por Vivielen Dall`Osto
http://dallcastro.wordpress.com/
Saiu na VEJA (on-line)

A internet é um espaço aberto a todo tipo de manifestação, inclusive as muito negativas. Tirando proveito do anonimato, pululam sites ligados a organizações racistas e nazistas, ao comércio de pornografia infantil e até a grupos terroristas. Mesmo nessa enxurrada de vilania, choca a existência de tantos endereços dedicados a incentivar a anorexia e a bulimia, graves distúrbios alimentares de ordem psicológica, capazes de levar à morte.
Em uma rápida busca pela internet, encontram-se mais de cinqüenta sites, blogs e grupos de discussão em português enaltecendo as doenças. Há mais páginas na internet incentivando a anorexia e a bulimia do que sites de orientação médica sobre o assunto. Com idéias importadas dos Estados Unidos (em inglês há centenas de sites desse tipo), defendem a tese enganadora de que a anorexia não é uma doença, mas um estilo de vida e uma escolha. Esse tipo de apelo é especialmente perigoso, porque o distúrbio atinge sobretudo as jovens entre 12 e 20 anos, idade em que as pessoas são mais vulneráveis a discursos extravagantes.
Os sites dão dicas de dietas ultra-radicais, ensinam o que fazer para driblar a fome e até mesmo como enganar os pais para que eles não percebam o problema. Também trocam experiências sobre o uso de diuréticos, laxantes, hormônios de tireóide e pílulas para emagrecer. A anorexia é tratada como uma "amiguinha", a quem chamam carinhosamente de Ana. A bulimia – quando o doente come compulsivamente e depois vomita a comida para evitar engordar – é apelidada de Mia. Ambas são tidas como aliadas no sonho de alcançar um corpo esquelético. Daí os nomes sugestivos dos sites: Amiga Anna, Miss Anna, Amo Anna, Miss Diet Soda, Diet for Ever.
Algumas das dietas sugeridas se resumem a 400 calorias por dia – menos do que recebiam os prisioneiros do campo de concentração de Treblinka na II Guerra. "Terça e quarta eu fiz jejum. Quinta comi uma pêra e uma maçã. Na sexta, só uma saladinha", vangloria-se uma garota que usa o apelido de Maneka 36. Também defendem a prática do "no food", períodos de até sete dias em jejum, bebendo apenas água. As páginas são ilustradas com fotos de mulheres magérrimas, ossos à mostra, e algumas celebridades femininas de notável magreza.
Para atingir seu ideal de beleza, as integrantes da turma da Ana e da Mia dizem que para emagrecer e ficar linda é preciso ter nojo de comida. "Para os médicos, anorexia pode ser uma doença, mas para mim é um estilo de vida", disse a VEJA uma estudante de direito de Brasília que se identifica como Aninha. Criadora de um grupo de discussão na internet que já tem a participação de quase 300 garotas, a estudante não acha que possa prejudicar alguém com suas idéias descabidas.
"Ninguém é obrigado a participar." Aos 19 anos, 1,68 metro de altura, Aninha pesa 56 quilos e quer chegar aos 48, mesmo que isso traga sérios riscos a sua saúde. Certa vez tentou fazer um jejum de sete dias, mas só agüentou três. "O importante é atingir meu objetivo principal: emagrecer", diz.
Na vida real, anorexia é um distúrbio com elevadíssima taxa de mortalidade, em torno dos 20%. É mais que os 15% de óbitos por câncer de mama. Estima-se que no Brasil bulimia e anorexia afetem 100.000 adolescentes, dos quais 90% são garotas. Os dois grupos de maior risco são as estudantes de balé e as aspirantes a modelo, duas atividades banidas para as gordinhas. As mortes ocorrem principalmente por parada cardíaca, insuficiência renal e suicídio. "Anorexia e bulimia são um problema crescente no Brasil e no mundo. Dentre as doenças psiquiátricas, são as que causam mais mortes", diz a psiquiatra Paula Melin, diretora do Núcleo de Transtornos Alimentares e Obesidade (Nuttra), do Rio de Janeiro. Para Paula, a existência dos sites pró-anorexia é reflexo de uma cultura doentia que exalta o corpo e a aparência acima de qualquer outra consideração. "Vivemos na era da satanização do gordo", comenta a psiquiatra. "Os jovens têm medo de ser discriminados e excluídos por estarem acima do peso. Daí a obsessão por perder peso rápido."
Coordenada por Paula, uma pesquisa com mais de 3.000 adolescentes de ensino médio do Rio de Janeiro revela que 75% dos jovens estão insatisfeitos com o próprio corpo. Outros estudos mostram que as dietas têm uma estreita relação com as doenças. "Para adolescentes e crianças, a dieta é um prática particularmente arriscada", diz a psiquiatra. "Compromete o crescimento normal e os põe em risco de desenvolver um transtorno alimentar."
Pesquisa realizada na Austrália constatou que pessoas que seguiram dietas rígidas têm dezoito vezes mais probabilidade de ter um transtorno alimentar. Mesmo mulheres que fizeram dietas moderadas tinham um risco cinco vezes maior do que as que nunca haviam feito regime. As portadoras de anorexia possuem algumas características
Os especialistas recomendam que os pais sejam implacáveis na hora de forçar o filho doente a comer. Nem que para isso sejam necessárias horas e horas à mesa. Também vale dar comida na boca e prometer recompensas em troca de um prato raspado. O transtorno pode levar a um estágio de desnutrição que exige internação e tratamentos multidisciplinares com psiquiatra, psicólogo e nutricionista. Muitas vezes são indicados antidepressivos. As pessoas precisam ser acompanhadas por anos, porque as recaídas são freqüentes.
"Elas nunca acham que estão magras o suficiente", diz o psiquiatra paulistano Rubens Pitliuk. "Quando se olham no espelho, vêem os seios e o abdômen grandes demais." Para Pitliuk, essas características potencializam os riscos dos sites que cultuam a doença. "Esses sites estão ensinando às pessoas uma maneira de se matar."
O número de casos da doença aumenta junto com o culto à magreza. Na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, há uma fila de 150 pessoas aguardando tratamento. No Ambulatório de Bulimia e de Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas de São Paulo (Ambulim), são 200 pessoas na fila. Outra preocupação dos especialistas é que a doença cresce entre garotas mais novas.
"De dois anos para cá começaram a aparecer casos cada vez mais precoces", observa o psiquiatra Táki Cordás, coordenador do Ambulim. "Já atendemos meninas de 11, 12 anos de idade." São casos como o da estudante carioca K., 12 anos. Aos 9, K. procurou um médico porque estava um pouco gordinha. Fez uma dieta e emagreceu. Aos poucos, o medo de engordar de novo foi tomando conta, e ela decidiu parar de comer. Na escola, dava o lanche às colegas. Em casa, jogava a comida do prato fora quando a mãe não estava olhando. Contava as calorias de tudo o que ia comer.
"Toda noite eu programava o que ia comer no dia seguinte", lembra K. "Cada vez tirava mais coisas." No período de um ano, ela perdeu quase 20 quilos. Já tinha dificuldade até mesmo para andar. Em julho do ano passado, pesando 30 quilos – ela tem 1,56 metro de altura –, K. foi internada em um hospital correndo risco de morte. Seis meses depois de iniciar o tratamento no Núcleo de Transtornos Alimentares e Obesidade, do Rio de Janeiro, K. já recuperou quase 10 quilos. Mais importante do que ganhar peso, foi a mudança de mentalidade. "A terapia está me ajudando muito. Finalmente a comida está deixando de ser um inimigo para mim."
Sinal de alerta:
A adolescente pode sofrer de anorexia se...
...perde peso rapidamente
...demonstra medo intenso de engordar
...fica obcecada por dietas e conta as calorias de tudo o que come
...acha que está gorda mesmo estando abaixo do peso
...pratica exercícios físicos em excesso
...se isola na hora das refeições
...deixa de menstruar por três meses ou mais
Como se morre de fome:
Privado de alimentação, o organismo começa a devorar a massa muscular. A temperatura do corpo cai e surgem sintomas como fadiga, fraqueza e frio exagerado. Os efeitos podem ser devastadores
• Morte por parada cardíaca provocada pela perda de potássio, redução do tamanho do coração e diminuição do volume de sangue bombeado
• Morte por insuficiência renal causada pela desidratação
• Comprometimento do sistema imunológico pela perda excessiva de nutrientes, que reduz a capacidade de combater infecções
• Osteoporose devido à falta de cálcio e de vitamina B
As dicas dos "amigos" da doença:
• Nunca diga a eles que você se acha gorda ou feia
• Diga que vai almoçar com amigas ou na lanchonete da escola. Peça dinheiro e guarde para coisas mais importantes do que comer
• Se seus pais insistirem para você comer, leve o prato para o quarto e jogue a comida em um saco plástico e depois no lixo
• Para despistar, coloque embalagens de bala, chocolate ou salgadinhos em pontos estratégicos da casa
• Não conte a ninguém que você tem Ana (anorexia), nem a sua melhor amiga
• Guarde laxantes e remédios para emagrecer em um lugar bem escondido, como em bolso de roupas que você não usa
• Na hora de vomitar a comida, não faça igual a uma retardada saindo direto da mesa para o banheiro. Ajude sua mãe a tirar a mesa e diga que vai tomar um banho. Ligue o chuveiro e faça o mínimo de barulho possível
Por Ariel Kostman
http://veja.abril.com.br/110204/p_090.html
.
Para Amadurecer As Idéias
Fulaninha sem identificação: Vc sabe o que o jacaré disse pro elefante?
Gabi: Você não sabe o quanto eu estou curiosa pra saber. ¬¬
Fulaninha sem identificação: Tem mó tempão q eu tento descobrir isso mas ninguém sabe.
Gabi: Quantos anos você tem?
FSI: Vou fazer 17 *-*
Gabi: Humm... Vc é anna/mia?
FSI: Sou, e vc?
Gabi: Infelizmente, tenho bulimia. Mas ainda bem que não tenho anna.
FSI: Vc não gosta de ser mia? Não queria ter Anna? É a 1ª que não gosta!
Gabi: Gostar de ter uma doença e querer ter outra igualmente degradante? Não, obrigada. Já sofro bastante.
* * *
AGORA ALGUÉM ME FALA O QUE É QUE A TELEVISÃO E AS AMIZADES ESTÃO ENFIANDO NA CABEÇA DESSAS MENINAS???
Uma coisa é querer ser magra. Isso eu também quero. (Y)
Não gostar de ser gorda, se sentir obesa, sozinha, discriminada....... isso são coisas que se encaixam dentro da "loucura normal", digamos assim.
Eu gosto de subir na balança e ver os números diminuindo. Mas eu não gosto das dores no estômago depois de miar, não gosto de passar a madrugada na privada, não gosto de ter compulsões. Definitivamente, eu não gosto de passar por nada disso e vocês de 15 ou 30 anos que acham que anorexia e bulimia são amigas invisíveis que te levarão à perfeição, por favor acordem! Vocês não estão com o tico e o teco no lugar. Amigo imaginário é coisa de criança de 5 anos de idade.
Anna e Mia são distúrbios que trazem consequências sérias pra nossa saúde física e mental., não acho razoável gostar de vomitar, purgar forçado e passar fome. Eu, por exemplo, faço essas coisas porque não tenho controle sobre o que sinto em relação ao meu corpo e isso vem desde a infância; sofro com o meu peso desde criança e, por isso, não gosto de ter transtornos alimentares. Me afastei da minha família e de todos os meus amigos. Só fui perceber esse ano quando um amigo meu faleceu e no velório tinha MUITA gente; daí parei pra pensar que, se eu morresse naquele dia também, não ia ter ninguém chorando por mim.
OBS: Se você pesa entre 40 e 50 quilos e suas amigas te incentivam a fazer NF, elas não são suas amigas de verdade. Elas pouco se importam que você vai morrer seca, estéril, careca, sem dentes, sozinha e convulsionando no canto do seu quarto. Tenho dito.
Beijo, amoras da minha vida!! ♥
- Por Gabi Antonelli
.
Dois Dedos e... BLERGHhhh
Eu dizia que era apaixonada por ossos e que gostava de meninos magrelos, então virei-me pra um garoto e disse: "Você não é magrelo! Hehe!" - "É óbvio! Não sou anoréxico como você!" (ele já sabia) - " Não sou anoréxica seu besta, sou bulimica!" - aí perguntaram : "Que porra é essa?" e um outro garoto respondeu "Ela fica vomitando por aí!".
Olharam para mim e perguntaram: "É verdade?" - "É!"-respondi.
Então me perguntaram como eu fazia e eu disse que era fácil, que era só enfiar dois dedos na garganta e quando viesse a primeira ânsia era só forçar denovo que saía.
Em seguida fui embora...
É complicado viver assim... Quando eu era "normal" a vida não me parecia tão estúpida, mas eu era um monstro obeso e solitário.
Não dá para viver sem a bulimia, por mais que ela me destrua. Ela me trouxe muitas coisas boas como um corpo mais magro (embora eu ainda esteja acima do peso), garotos, garotos e garotos...
Porém, quando as crises são fortes, esse castelo desmorona e eu vejo que ainda preciso de mais! Preciso seguir em frente não me importando com a minha auto-destruição.
Então me arrisco... aí são dois dedos e... blergh!
Por Ana
http://ana-desconexa.blogspot.com/2008/05/dois-dedos-e-blergh.html

